Ontem á noite quis conversar com Deus
Então abri os braços e corri pro mar.
Pus-me de joelhos ao teu altar
E envolto ás ondas divinas
Fui conduzido ao teu reino celeste
E nas correntes de teu amor
Comunguei contigo...
Louvo-te Senhor! Infinito amor de quem ama
Senhor dos mares e marés. Dos ares e terras
Senhor do fogo e das matas. Da paz e da guerra.
Da continua guerra de mim mesmo. A lenha a alimentar a chama.
A dança do fogo que me queima é uma roda de ciranda.
Sou o caldo da cana que escorre de teu engenho.
Louvo-te Senhor!...
Senhor da fartura e da fome derramai teu olhar sobre nós
Bárbaros domesticados da polis. Brutos de uma razão insana...
Livrai-nos de nossa santa ignorância de todos os dias.
Senhor! Aproximai de nós a sapiência divina
Fazei de nós cavaleiros de tua fé. De tua razão... o amor!
Louvo-te Senhor!...
Ontem á noite conversei com Deus...
Estavam abertas as portas do céu. Estavam lá as ondas do mar...
Fui de alma liberta ao meu batismo. Meu natalício...
Louvo-te Senhor!...
Comunguei contigo... Minha primeira comunhão.
A razão e o amor de hoje e sempre. Amem!
Fogo-corredor, Tiago carvalho,
Aju, 25 de dezembro de 2002
quarta-feira, 9 de julho de 2008
POETA DE VERDADE
Queria ser um poeta de verdade
Destes que quando escrevem
Sobre o amor,
O escreve com tanto amor
E sinceridade,
Que faria até o mais
Seco leitor amar.
Queria escrever um poema de verdade,
Destes que falam de dor,
Queria escrevê-lo
Com tanta melancolia e dor
Que faria até o mais
Seco dos homens chorar.
Tiago Carvalho, fogo –corredor
Aju, 10 de novembro de 2003
Destes que quando escrevem
Sobre o amor,
O escreve com tanto amor
E sinceridade,
Que faria até o mais
Seco leitor amar.
Queria escrever um poema de verdade,
Destes que falam de dor,
Queria escrevê-lo
Com tanta melancolia e dor
Que faria até o mais
Seco dos homens chorar.
Tiago Carvalho, fogo –corredor
Aju, 10 de novembro de 2003
sábado, 17 de maio de 2008
Dia dos Namorados ( Ou Poema do Amor de Enganar, ou ainda, Poema do Engano de Amor)
Para celebrar nosso amor de mentira
Um buquê com rosas de plástico
Um poema com palavras doces
Só para engordar tua vaidade!
Meu amor diz que me ama
Com belas palavras de enganar
Ai meu amor!... meu amor!...
E eu deixo-me enganar
Com as palavras de meu amor.
Tiago Carvalho, junho de 2003
Um buquê com rosas de plástico
Um poema com palavras doces
Só para engordar tua vaidade!
Meu amor diz que me ama
Com belas palavras de enganar
Ai meu amor!... meu amor!...
E eu deixo-me enganar
Com as palavras de meu amor.
Tiago Carvalho, junho de 2003
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Noctívagos ( ou A Virgindade Burguesa Sob a Égide das Madalenas, ou ainda, A função social da meretriz)
No distante subúrbio das luzes
A noite se cala em murmúrios,
Num prelúdio de amantes em gozo,
Excitados nalgum beco soturno.
À distancia se ouvem seus uivos
De animais ferozes no cio,
Trazidos pelo vento em silvo,
À arrotar o seu hálito frio.
Bêbados, prostitutas e vadios
Vazios em noturno idílio,
Todos em comunhão com o vicio,
Celebram o desejo mais vil.
No arrabalde da pudica urbe,
Onde urge o meretrício,
A castidade burguesa dorme alhures,
Num sono zeloso de armistício
Tiago Carvalho, Fogo-corredor, aju, 29 de abril de 2003.
A noite se cala em murmúrios,
Num prelúdio de amantes em gozo,
Excitados nalgum beco soturno.
À distancia se ouvem seus uivos
De animais ferozes no cio,
Trazidos pelo vento em silvo,
À arrotar o seu hálito frio.
Bêbados, prostitutas e vadios
Vazios em noturno idílio,
Todos em comunhão com o vicio,
Celebram o desejo mais vil.
No arrabalde da pudica urbe,
Onde urge o meretrício,
A castidade burguesa dorme alhures,
Num sono zeloso de armistício
Tiago Carvalho, Fogo-corredor, aju, 29 de abril de 2003.
Aqueles teus olhos... castanhos
Diante daqueles olhos castanhos
Me senti inseguro, estranho.
Estranho?!...
Me sentir inseguro, estranho
Diante daqueles olhos castanhos?
Tiago Carvalho, Pedro Espinheira Carente,
Aju, 09/05/03.
Me senti inseguro, estranho.
Estranho?!...
Me sentir inseguro, estranho
Diante daqueles olhos castanhos?
Tiago Carvalho, Pedro Espinheira Carente,
Aju, 09/05/03.
Apalavrar (Ou Lavrar com trato, ou ainda, Pacta Sunt Servanda)
Apalavrar
Dar a palavra.
Apalavrada
Dada a palavra.
Lavrada
A palavra dada...
... é lei.
Tiago Carvalho, Chico Marujo, 18 de maio de 2003.
Dar a palavra.
Apalavrada
Dada a palavra.
Lavrada
A palavra dada...
... é lei.
Tiago Carvalho, Chico Marujo, 18 de maio de 2003.
Esperança( ou o inseto de Pandora)
Fugidia da Caixa de Pandora?...
Leve, verde e delicada,
Pousa-me, no ombro, agora...
... uma esperança!
Tiago carvalho, Chico Marujo, Aju,
7 de julho de 2003
Leve, verde e delicada,
Pousa-me, no ombro, agora...
... uma esperança!
Tiago carvalho, Chico Marujo, Aju,
7 de julho de 2003
Assinar:
Postagens (Atom)