Para celebrar nosso amor de mentira
Um buquê com rosas de plástico
Um poema com palavras doces
Só para engordar tua vaidade!
Meu amor diz que me ama
Com belas palavras de enganar
Ai meu amor!... meu amor!...
E eu deixo-me enganar
Com as palavras de meu amor.
Tiago Carvalho, junho de 2003
sábado, 17 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Noctívagos ( ou A Virgindade Burguesa Sob a Égide das Madalenas, ou ainda, A função social da meretriz)
No distante subúrbio das luzes
A noite se cala em murmúrios,
Num prelúdio de amantes em gozo,
Excitados nalgum beco soturno.
À distancia se ouvem seus uivos
De animais ferozes no cio,
Trazidos pelo vento em silvo,
À arrotar o seu hálito frio.
Bêbados, prostitutas e vadios
Vazios em noturno idílio,
Todos em comunhão com o vicio,
Celebram o desejo mais vil.
No arrabalde da pudica urbe,
Onde urge o meretrício,
A castidade burguesa dorme alhures,
Num sono zeloso de armistício
Tiago Carvalho, Fogo-corredor, aju, 29 de abril de 2003.
A noite se cala em murmúrios,
Num prelúdio de amantes em gozo,
Excitados nalgum beco soturno.
À distancia se ouvem seus uivos
De animais ferozes no cio,
Trazidos pelo vento em silvo,
À arrotar o seu hálito frio.
Bêbados, prostitutas e vadios
Vazios em noturno idílio,
Todos em comunhão com o vicio,
Celebram o desejo mais vil.
No arrabalde da pudica urbe,
Onde urge o meretrício,
A castidade burguesa dorme alhures,
Num sono zeloso de armistício
Tiago Carvalho, Fogo-corredor, aju, 29 de abril de 2003.
Aqueles teus olhos... castanhos
Diante daqueles olhos castanhos
Me senti inseguro, estranho.
Estranho?!...
Me sentir inseguro, estranho
Diante daqueles olhos castanhos?
Tiago Carvalho, Pedro Espinheira Carente,
Aju, 09/05/03.
Me senti inseguro, estranho.
Estranho?!...
Me sentir inseguro, estranho
Diante daqueles olhos castanhos?
Tiago Carvalho, Pedro Espinheira Carente,
Aju, 09/05/03.
Apalavrar (Ou Lavrar com trato, ou ainda, Pacta Sunt Servanda)
Apalavrar
Dar a palavra.
Apalavrada
Dada a palavra.
Lavrada
A palavra dada...
... é lei.
Tiago Carvalho, Chico Marujo, 18 de maio de 2003.
Dar a palavra.
Apalavrada
Dada a palavra.
Lavrada
A palavra dada...
... é lei.
Tiago Carvalho, Chico Marujo, 18 de maio de 2003.
Esperança( ou o inseto de Pandora)
Fugidia da Caixa de Pandora?...
Leve, verde e delicada,
Pousa-me, no ombro, agora...
... uma esperança!
Tiago carvalho, Chico Marujo, Aju,
7 de julho de 2003
Leve, verde e delicada,
Pousa-me, no ombro, agora...
... uma esperança!
Tiago carvalho, Chico Marujo, Aju,
7 de julho de 2003
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Solidão
O hábito do solitário é o luto
O egoísmo tua religião
Teu Deus: o ego!
Corre candelária, corre bem rápido
Ilumina minha veste fúnebre
Rasga-me a mortalha!
O sacerdócio do solitário é o orgulho
A solidão teu santo sudário
Tua igreja: o ego!
Corre candelária veste-se como São Jorge
Levanta tua espada de luz e glória
Mata-me o dragão!
Por Mercúrio, Jupiter e Marte!
Hermes, Zeus e Ares
Exu, Oxalá e Ogum!
Ogum nhê!
Abre-me os caminhos
Salva-me de mim mesmo, salva-me!
Tiago carvalho, virada de ano novo( 2006/2007)
O egoísmo tua religião
Teu Deus: o ego!
Corre candelária, corre bem rápido
Ilumina minha veste fúnebre
Rasga-me a mortalha!
O sacerdócio do solitário é o orgulho
A solidão teu santo sudário
Tua igreja: o ego!
Corre candelária veste-se como São Jorge
Levanta tua espada de luz e glória
Mata-me o dragão!
Por Mercúrio, Jupiter e Marte!
Hermes, Zeus e Ares
Exu, Oxalá e Ogum!
Ogum nhê!
Abre-me os caminhos
Salva-me de mim mesmo, salva-me!
Tiago carvalho, virada de ano novo( 2006/2007)
Ode ao João do Alho
No Alho todo mundo peca
A gula saciada em dendê;
No prato, todo peixe é moqueca:
Robalo, pescada, cação
Arraia, vermelha e carapeba
A todos acompanha o pirão!
Fritada de siri ou caranguejo
Caldinhos de sururu, aratu e feijão!
Todos me aguçam o desejo
Camarão ao coco ou à alho e óleo,
Pintura de cozinheiro
Em prato de porcelana!
Artes plásticas culinárias sergipana!...
Quero navegar em oceano
Revolto em tempero e pimenta!
Banhar-me num mar
De leite de coco e dendê!
No Alho todo João é santo
Todo rio é Sergipe
Toda ilha é de Santa luzia
No alho toda praia é formosa
Toda barra é dos coqueiros
Toda treze é de julho!
No alho toda noite é regalo
Todo céu de estrelas
Todo pecado é perdoado!
Tiago Carvalho, Aracaju/se
Sábado de aleluia de 2007
A gula saciada em dendê;
No prato, todo peixe é moqueca:
Robalo, pescada, cação
Arraia, vermelha e carapeba
A todos acompanha o pirão!
Fritada de siri ou caranguejo
Caldinhos de sururu, aratu e feijão!
Todos me aguçam o desejo
Camarão ao coco ou à alho e óleo,
Pintura de cozinheiro
Em prato de porcelana!
Artes plásticas culinárias sergipana!...
Quero navegar em oceano
Revolto em tempero e pimenta!
Banhar-me num mar
De leite de coco e dendê!
No Alho todo João é santo
Todo rio é Sergipe
Toda ilha é de Santa luzia
No alho toda praia é formosa
Toda barra é dos coqueiros
Toda treze é de julho!
No alho toda noite é regalo
Todo céu de estrelas
Todo pecado é perdoado!
Tiago Carvalho, Aracaju/se
Sábado de aleluia de 2007
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